Ayurveda é uma palavra de origem sânscrita, junção de ‘ayur’ que significa vida e ‘veda’ que se traduz por conhecimento/ciência. Ayurveda é portanto, o “o conhecimento da vida”, o mais antigo sistema de cura do mundo.
Em essência, uma medicina naturopática que dá ênfase a prevenção, mas também possui um vasto repertório de métodos curativos. Na Índia é praticado lado a lado com a medicina moderna e é apresentado como um modo de vida para os que almejam gozar de boa saúde e longevidade.
Embora a Ayurveda não possa ser considerado uma tradição filosófica, fundamenta-se sobre a metafísica hindu. A tradição a considera um conjunto de conhecimentos suplementares ao Atharva-Veda. É neste livro sagrado que encontramos as mais antigas especulações registradas acerca da anatomia e de medicina preventiva e curativa. Em virtude da sua importância cultural, a Ayurveda já foi muitas vezes considerada como um quinto ramo, ou coletânea, da herança védica.
Afirma-se que, na origem, o conjunto de conhecimentos rayurvédicos perfazia cerca de 100.000 versículos dispostos num livro de mais de mil capítulos. É certo que se praticava a medicina nos primórdios da Era Védica, mas nenhuma obra dessas proporções chegou às nossas mãos. Os mais antigos textos médicos de amplitude enciclopédica são os Sushruta-Samhita e o Charaka Samhita.
As bases para o entendimento do ser humano como um conjunto corpo-mente-espírito e o preceito de que só há saúde no equilíbrio desses elementos. Todas as doenças surgem a partir do acúmulo de toxinas – ama, em sânscrito. A Ayurveda apresenta medidas específicas para eliminar as toxinas existentes e prevenir o aparecimento de novas, trazendo assim um completo estado de bem-estar físico, mental e emocional, como define a Organização Mundial de Saúde.
Texto: Tatiana Caliare